
Escalada em São Bento do Sapucaí (SP)
Pedra do Baú, via Chaminé dos Coroas
Por Carol e Marcos Varella · Atualizado em · Fomos em julho de 2024
A Chaminé dos Coroas é a via técnica de escalada mais antiga da Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí (SP). Não é uma via como as outras do Baú: tem a essência da escalada tradicional de aventura, do tempo em que foi conquistada, em 1940. Segundo o Guia de Escalada de São Bento, do Frechou, os grampos só foram instalados em 1980, e a via foi regrampeada em 2015 pelo Alê Silva.
Fomos em julho de 2024, com o Otávio e a Luana, do Wikiloucos, para escalar à vista.
Acesso
Deixamos o carro no estacionamento Chico Bento e subimos em direção ao Baú. No caminho há um ponto de água.
O segredo é seguir no sentido do Bauzinho, pela trilha que passa pela face sul do Baú:
- Na primeira bifurcação, pegue à direita, sentido Ana Chata. Aqui nós erramos.
- Uns 15 m depois, na placa Q7, suba a trilha à esquerda (não vá para a Ana Chata).
- No fim dessa subida há outra bifurcação, entre Ana Chata e Bauzinho (placa V10). Pegue Bauzinho.
- Seguindo a subida, a picada fica escondida à esquerda, na mata. Se você começou a descer, volte uns 30 m que vai achar.
A picada é um trepa-mato em terreno fofo, nada fácil. O Otávio foi na frente e deixou uma corda para facilitar a subida até uma árvore. Logo depois fica fácil achar a aroeira que nasceu em cima da pedra. Ali começa a via.
Como é a via
1ª cordada. Dá para fazer sem sapatilha, subindo pela aroeira e avançando pelo rampão. Fizemos a P1 mista, numa chapa simples com uma árvore e um Camalot #2. Da parada se vê, do lado oposto, a chapeleta Bonier, na fenda.
2ª cordada. Saindo da parada há três chapas: a Bonier nova (que deve ser a parada original) e duas acima da fenda. É um lance curto, de entalamento rápido: depois da primeira chapa, sai da fenda e vai por fora. Colocamos de novo o #2 entre as chapas. Não dá para entalar de mochila, então todos deixamos as mochilas para içar.
Não encontramos a Bonier da P2 que aparece no croqui. Fizemos a P2 laçando com uma fita de 1,8 m o grande bico de pedra no início da chaminé.
3ª cordada, a chaminé. Tem cheiro de “granja”, porque urubus e outros pássaros se abrigam ali. O cheiro não estava forte, e o chão é sujo. A primeira proteção é uma chapa a uns 7 m (um bigbro ajudaria). Depois sai-se da chaminé e sobe-se em aderência, com mais duas chapas. Quando começa a ficar muito exposto, dá para colocar de novo o #2 e vencer uma rampa mais vertical e lisa. Daí é trepa-mato até a P3, numa árvore. Fizemos esse trecho sem mochilas, içadas até a segunda chapa.
Descida
Da P3 se avista a gruta onde havia uma santinha e uma ferrata antiga, esquecida. Subimos todos os lances dessa ferrata até o cume do Baú.
Ferrata sem manutenção: a ferrata que sai da gruta não tem manutenção e alguns degraus estão bem corroídos. Suba com cuidado.
Do cume, seguimos a trilha, passando pelo que acreditamos ser a ferrata da face sul (hoje interditada), até a ferrata da face norte. Descemos por ela até a base e pegamos o caminho de volta.
O que levar
- Camalot #2 (usamos em três pontos)
- Fita de 1,8 m para a P2
- Bigbro, que seria útil na chaminé
- Um jeito de içar as mochilas, porque não dá para entalar com elas
Dicas e cuidados
- É uma via para quem curte uma boa aventura na montanha.
- Atenção às bifurcações da trilha: erramos na primeira.
Mapa e perfil da trilha
O mapa interativo vem do Wikiloc, com o trajeto, o perfil de altitude e os pontos marcados.
Nossos registros no Wikiloc
O trajeto completo, com fotos, waypoints e o GPS para baixar.
Fotos
Fotos: Carol e Marcos Varella.
Perguntas frequentes
Qual o grau da Chaminé dos Coroas?
Anotamos 3º V E2.
Como descer depois da Chaminé dos Coroas?
A via termina perto de uma ferrata antiga que leva ao cume do Baú. De lá, seguimos a trilha até a ferrata da face norte e descemos por ela.









