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Vale Cochamó, Chile

Trekking em Cochamó, Chile

Vale Cochamó

Por Carol e Marcos Varella · Atualizado em · Fomos em dezembro de 2022

O Vale Cochamó, em Cochamó, na região de Los Lagos do Chile, é conhecido como o “Yosemite chileno” (e os chilenos brincam que o Yosemite é o “Cochamó dos Estados Unidos”). Fomos nós dois passar três dias acampados lá, entre paredões de pedra 1.000 m mais altos que a gente. É também um dos lugares mais famosos do mundo para escalar.

Antes de ir

Saímos cedinho de Ensenada e dirigimos 1 hora até a entrada do parque, que é privado. O estacionamento é cobrado por noite (CLP 6.000 quando fomos).

É obrigatório reservar e pagar os campings com antecedência, em cochamo.com/reservas. Nós reservamos o La Junta. Chegamos sem o e-mail de confirmação, e a portaria passou um rádio para o camping, que confirmou.

Não há nenhum sinal de celular em todo o vale. Tenha a reserva confirmada em mãos se for pernoitar.

Também não há mercado: só uma pequena venda com frutas e ovos, a preços proibitivos. Leve toda a sua comida.

Dia 1: até o camping La Junta e o Mirador Arcoiris 1

Logo depois da portaria a trilha já aparece com bastante barro, que é constante até os campings. São 13 km sem muita altimetria, considerados “fáceis”. Mas não se engane: são 5 horas de caminhada carregando cargueira.

O caminho passa pela Ponte Colgante, por uma escada e por algumas passarelas nos pontos de mais barro. Quase nenhum “trepa pedra”, mas muito “desvia barro”. Há boa disponibilidade de água em toda essa trilha, o que alivia bastante o peso.

No La Junta fizemos o registro, armamos a barraca e almoçamos. Depois escolhemos o trekking do dia: o Mirador Arcoiris 1, trilha considerada “muy difícil”, mas que daria tempo de fazer. (O Mirador Arcoiris 2 estava fechado por causa do degelo.)

Saímos às 15h para uma trilha de 6 horas ida e volta, com 1.000 m de subida em 3 km. É forte, inclinada e escorregadia, com escada de raízes, árvores caídas e muitos “trepa pedras” até o paredão. Ali vêm os lances de cordas fixas, com muita exposição. Passados esses lances, mais trilha até o mirador, uma grande laje de pedra com vista para todo o vale.

Os lances de corda fixa do Mirador Arcoiris 1 são expostos e devem ser feitos com muita cautela. E essa trilha não tem muitos pontos de água (marcamos no mapa um rio a uns 620 m de altitude).

Descemos com cuidado, mas sem demora, porque já passava das 18h. Às 21h, ainda com luz por causa do verão no sul do Chile, tomamos banho gelado e jantamos. Fomos dormir bem cansados, mas maravilhados.

Dia 2: pés do Trinidad e Tobogã

Tomamos café da manhã com um visual de tirar o fôlego e saímos rumo à Laguna Trinidad, que fica depois dos pés do cerro de mesmo nome.

Atravessamos o rio no carrinho suspenso perto do La Junta e ficamos um pouco confusos, porque as placas só indicavam Anfiteatro, sem falar do Trinidad. Seguimos assim mesmo e, logo à frente, uma bifurcação indicava o Trinidad.

Sempre subindo, cruzamos vários rios (ótima disponibilidade de água), passamos por uma queda d’água e chegamos aos pés do Trinidad. Trilheiros que voltavam disseram que faltava 1h30 até a lagoa. Tivemos que escolher entre a lagoa e o Tobogã, e desistimos da lagoa.

Na descida ainda deu tempo de parar numa cachoeira, perto de uma ponte, e descansar (leia-se cochilar) no meio do rio. Depois passamos por dentro do camping e seguimos para o Tobogã: uma trilha curta, de uns 20 minutos, cruzando uma bela ponte até o rio e descendo por ele.

O Tobogã é a cachoeira mais linda que já visitamos: águas cristalinas esverdeadas, céu azul e montanhas nevadas ao fundo. Só entramos até as canelas, porque a água é de degelo.

Dia 3: volta ao estacionamento

Café, barraca desmontada e o caminho de volta. Dessa vez fizemos os 13 km em 4 horas. Pegamos o carro já planejando quando vamos voltar a esse paraíso para fazer trilha e escalar.

O que levar

  • Toda a comida dos dias no vale (não há mercado)
  • Barraca e equipamento de camping, numa cargueira
  • A confirmação da reserva do camping

Dicas e cuidados

  • Recomendamos ficar no mínimo 5 noites, para ter 4 dias inteiros livres e explorar tudo: Arcoiris, Trinidad, Glaciar e Anfiteatro.
  • Os banhos nos campings são gelados.
  • No mapa marcamos os carrinhos que cruzam o rio até os campings Los Manzanos e Lodge, além do Trawen e do La Junta.

Mapa e perfil da trilha

O mapa interativo vem do Wikiloc, com o trajeto, o perfil de altitude e os pontos marcados.

Nossos registros no Wikiloc

O trajeto completo, com fotos, waypoints e o GPS para baixar.

  1. 15 dez 2022Vale Cochamó - Cochamó/Chile 🏕48,5 km · 3.058 m de subida · 15 h 59Difícil

Fotos

  • Estacionamento, no caminho de Vale Cochamó (Chile)
  • Entrada do parque, no caminho de Vale Cochamó (Chile)
  • Ponte colgante, no caminho de Vale Cochamó (Chile)
  • Escada, no caminho de Vale Cochamó (Chile)
  • Waypoint, no caminho de Vale Cochamó (Chile)
  • Ponto de descanso, no caminho de Vale Cochamó (Chile)
  • Ponte, no caminho de Vale Cochamó (Chile)

Fotos: Carol e Marcos Varella.

Perguntas frequentes

Precisa reservar camping no Vale Cochamó?

Sim. É obrigatório reservar e pagar os campings com antecedência, em cochamo.com/reservas. Nós ficamos no La Junta.

Quanto tempo leva a trilha até o camping La Junta?

São 13 km sem muita altimetria. Na ida levamos 5 horas com cargueira; na volta, 4 horas.

Tem sinal de celular no Vale Cochamó?

Não há nenhum sinal de celular em todo o vale. Na portaria, confirmaram nossa reserva por rádio com o camping.

Quantos dias ficar no Vale Cochamó?

Recomendamos no mínimo 5 noites, para ter 4 dias inteiros livres e conhecer Arcoiris, Trinidad, Glaciar e Anfiteatro.

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